UNIDADES DE TRABALHO NA CHINA

O salário mínimo do chinês é de cerca de 300 yuans (8 yuans valem 1 real), o médio está entre 500 e 600 yuans e o máximo mal chega a mil. Mas, com 150 yuans uma pessoa pode comer durante um mês, com 20 paga a moradia, quando é oferecida pela unidade de trabalho, e com poucos centavos paga a condução. Sobra dinheiro para outras despesas, como, por exemplo, o vestuário: entendemos assim porque, ao visitante estrangeiro, não seapresentam todos os sinais de miséria que estamos acostumados a ver, por exemplo, em nossa América Latina.

Cada chinês pertence a uma unidade de trabalho, que pode ser a escola, a fábrica ou o hospital onde exerce sua profissão. A unidade de trabalho garante moradia, a preços baixíssimos já vistos, escola para as crianças e assistência médica. Todos os habitantes de uma cidade estão divididos em unidades de trabalho que, além de proporcionar a seus membros tudo o de que eles precisam, controlam-nos em tudo o que fazem, aonde vão, que pessoas freqüentam, se freqüentam alguma religião.

O controle chega a tais pormenores, que é a unidade de trabalho que decide quando, como, onde, com quem os seus membros devem casar e determina que moradia devem ocupar. Ou melhor, tudo isso funcionou assim até cinco – seis anos atrás; agora já não funciona como antes. O crescimento das indústrias, a incessante chegada de novas multinacionais às regiões autorizadas pelo governo exige continuamente nova mão-de-obra. Muitas pessoas vêm do interior para a cidade em busca de trabalho, exatamente como acontece no Brasil com os imigrantes mineiros ou nordestinos que vão para as grandes cidades do sul.

A polícia aparentemente tolera a situação, porque sabe que as novas empresas que se instalam precisam de mão-de-obra, mas não quer tolerar a formação, nas grandes cidades, dos bolsões de miséria formados pelas pessoas sem moradia e sem trabalho, que poderiam transformar-se mais tarde em focos incontroláveis de violência. Todo mês, portanto, a polícia, que tem o controle de todos e de tudo, manda de volta às suas terras todas as pessoas sem moradia e sem trabalho. Para as pessoas que vêm de fora e arranjam um emprego, as próprias empresas fornecem uma moradia precária (barracos) dentro da fabrica; se o operário for casado, tem que deixar afamília no lugar de origem e só irá visitá-la quando puder.

A CHINA AINDA É COMUNISTA?

É essa a pergunta de todo estrangeiro que chega à China. Politicamente, continua um país comunista: o partido comunista é único, manda em todos e controla tudo. Os atuais detentores do poder querem que essa situação continue porque o marxismo permite conservar o poder e exercê-lo de forma autoritária. Esse autoritarismo, junto com o controle sobre tudo o que se diz e se faz na China, é relativamente aceito pelo povo, devido às raízes confucionistas da cultura chinesa.

Confúcio ensinou que o ideal da perfeição humana é alcançar a harmonia com a ordem geral do mundo em todos os aspectos da vida, o econômico, o social e o religioso: a autoridade é a responsável para que essa harmonia seja conseguida.

A sociedade confucionista é organizada em relações de autoridade – dependência em todos os níveis: governo, onde a autoridade é responsável pelo bem geral dos cidadãos; empresa, onde o presidente ou o patrão é responsável pelo bem dos funcionários e família, onde o pai é o responsável pelo bem da mulher e dos filhos.

Essa mentalidade está enraizada há 2 mil anos e é um dos aspectos mais marcantes da cultura chinesa. Os comunistas levaram às extremas conseqüências princípios já aceitos há milênios pelo povo chinês. Mas, se a China é politicamente marxista, agora é também aberta à economia de mercado, embora somente em determinadas regiões, contrariando assim os princípios do próprio marxismo. Esse casamento poderá continuar ou é somente uma fase transitória que terá seu desfecho na volta ao antigo (que parece muito improvável) ou na abertura total ao capitalismo?

FOTOS DA CHINA NO INVERNO

Bonitas fotos naturais da China durante o inverno:

QUAL É A POPULAÇÃO DA CHINA

A China possui 1,3 bilhão de habitantes. É a maior do mundo. A China possui leis de controle de natalidade. Se você mora em região urbana só pode ter 1 filho. Se morar na região rural pode ter até 2 filhos caso o primeiro filho seja mulher. Culturalmente o Chinês tem preferência por filhos homens.

MAPA DA ETNIAS DA CHINA

Este mapa mostra a localização geográfica das diversas etnias encontradas na china. Mara ver o mapa clique: china_etnias.jpg

MAPA DA CHINA

Este é um mapa da topografia da China. Clique para ver maior:

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COMO SE ESCREVE CHINA EM CHINÊS

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A imagem acima mostra como se escreve China em chinês tradicional e em chinês simplificado

TROCA DE PRESENTES NA CHINA

A troca de presentes é um bom pretexto para que o relacionamento se torne melhor. Em geral, a troca é efetuada durante banquete ou termino das negociações. Os presentes devem ser entregues ou recebidos com as duas mãos. Quando recebidos não devem ser abertos na presença de que os oferece. Na troca de presentes deve haver equilíbrio, nada de tão pequeno valor que ofenda o presenteado ou muito caro que possa parecer suborno.

Na etiqueta na china, antes de receber um presente a pessoa recusa ate três vezes. Insista neste limite. Não ofereça relógios porque há conotação de doença e morte. Não ofereça nada na quantidade de quatro que é relacionado com a morte. Na hora de embrulhar, tome cuidado com certas cores como a branca que é sinal de luto. As cores mais recomendadas são vermelha e dourada.

COOPERAÇÃO ENTRE BRASIL E CHINA

A cooperação econômica bilateral e os investimentos mútuos têm aumentado ano a ano. Da década de 80, o início da reforma e abertura da China para cá, mais de 50 empresas chinesas instalaram órgãos comerciais em São Paulo e Rio de Janeiro, o Bank of China(Banco da China) e a Empresa de Transporte de Oceano da China(COSCO) têm representações e filiações no Brasil; isso promoveu fortemente o desenvolvimento do comércio bilateral. Com o desenvolvimento sustentável da economia da China, as empresas poderosas em áreas de processamento de madeira, eletrodoméstica, exploração de minerais e telecomunicações da China têm investido com recurso e tecnologia no Brasil, contribuindo para o desenvolvimento econômico, o avanço da tecnologia e o aumento de empregos no Brasil. As empresas mais famosas do Brasil como a Vale do Rio Doce, Marcopolo, fábricas de compressores de freezer EMBRACO e Embraer mantêm uma relação cooperativa muito boa com a China. O desenvolvimento das relações de cooperação amistosa entre a China e o Brasil e o aprofundamento do conhecimento entre as empresas dos dois países, as relações de cooperação econômica e comercial bilaterais terão um futuro ainda mais próspero.

A ABERTUDA DO MERCADO CHINES

Em mais de 20 anos, a China já terá atingindo o equilíbrio entre o poder central e as regiões descentralizadas, o que lhe conferirá uma organização política e econômica muito competitiva, semelhante ao sistema federativo dos EUA.

Os chineses vêm investindo pesadamente em ações, os milhares de estudantes que foram para universidades no Japão, Estados Unidos e Europa estão voltados para trabalhar na China. E tem mais os executivos chineses manejam bem o just-in-time, fazem avaliações usando feedback de 360 graus, dominam processo de melhoria de qualidade 6-sigma e reengenharia. E os tratamentos desumanos dispensados aos funcionários, devido ás injustas leis trabalhistas, são questão de tempo, a previsão dentro de 20 anos mudará.

A China aproveitou uma série de estratégias político-econômicas astutas e implementadas no momento certo. Uma foi à admissão na Organização Mundial de Comércio, processo que levou 15 anos. A China vem liberalizando gradualmente a maior parte de suas políticas de comércio. Assim, sua entrada na OMC é em grande parte simbólica. Ser membro da OMC representa o compromisso da China estabelecer regra claras e aplicáveis em relação a propriedade intelectual e proteção de seus direitos.

Antes de 1992, os investidores desprezavam a China devida á falta de confiabilidade de sua economia. A partir de proclamação um país, dois sistema, daquele ano, o dinheiro começou a fluir para o mercado de capitais, assim como os investimentos diretos para a construção de fábrica e escritórios nas zonas francas.

Investir em ações é praticamente um esporte nacional na China. Os 60 milhões de chinês expatriotados ao redor do mundo também tendem a fazer investimentos, aproveitando seus laços lingüísticos, étnicos e familiares para por dinheiro de volta no território chinês.

Como nação, a China tem reputação de ser uma fonte medíocre de inovação. De repente, porem, essa percepção está mudando. A entrada de empresas estrangeiras, tecnologias, capital e a irrestrita migração de empresas e pessoas através de fronteiras, tudo isso seria uma ameaça no sistema comunista, mas apenas essa situação fosse reconhecida publicamente. Todo esse delicado equilíbrio depende de ninguém admitir que a China está se tornando mais uma federação do que um sistema controlado centralmente.

As indústrias chinesas cortarão custos, aumentarão a qualidade e forçarão mais inovação para mais produtos de consumos industriais – não apenas devidos aos seus próprios esforços, mas porque empresas globais competindo por posições na China estão pregando lá suas melhores praticas.

O Japão já está descobrindo a dura verdade: a de que está extremamente difícil para uma empresa não chinesa competir em qualquer mercado mundial com uma estratégia de commodities de custo e preço baixos, mesmo se esse commodities forem componentes eletrônicos de precisão. Pouco commodities está fora do alcance da indústria chinesa, que, ao contrário de qualquer outra nação, pode exercitar ao mesmo tempo baixo custo, mão de obra especializada e alta tecnologia automatizada.

As exportações chinesas custaram especificamente 400 mil empregos americanos ao longo dos últimos três anos. A China já é o segundo detentor de reservas cambiais do mundo com US$340 bilhões. Com essa fartura, a China segue o Japão e compram títulos americanos. Somente em letras do Tesouro, os chineses detem US$ 120 bilhões.