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MUITAS RELIGIÕES E UM GOVERNO SEM RELIGIÃO

China é um país de muitas religiões e conta com mais de 100 milhões de crentes. Professam-se o budismo, o islamismo, o catolicismo e o protestantismo. Além destas, há o taoísmo, próprio do país, o chamanismo, a igreja ortodoxa oriental e a religião dongba. Naturalmente, as diversas etnias e pessoas têm religiões diferentes: o islamismo se professa entre as etnias Hui, Uygur, Cazaqui, Quirguiz, Tártara, Usbequi, Tajik, Donxiang, Salar e Bonan, o budismo tibetano (também chamado de lamaísmo) entre as etnias tibetana, mongol, Lhoba, Monba, Tu e Yugur, entre as etnias Dai, Blang e De’ang, o budismo da seita hinayana, entre as etnias Miao, Yao, Yi e outras há uma boa quantidade de católicos e protestantes, entre a etnia Han há budistas, protestantes, católicos e taoístas.

RELIGIÕES ENCONTRADAS NA CHINA

Confucionismo (maioria), budismo, taoísmo, islamismo, cristianismo.

CHINA E CONFÚCIO

Durante a dinastia Chou (1027-221 a.C.) os nobres tornaram-se independentes, e eram comum a disputa por terra não importando a quem pertencessem legalmente.

O povo sofria muito com isso. Os instruídos procuravam um meio de melhorar a situação.

O homem cuja as idéias foram aceitas chamava-se Confucio* (551-479a.C.). Durante grande parte de sua vida, Confúcio* viajou de uma corte para outra dizendo aos nobres como as pessoas deviam se comportar…

A maioria dos nobres o ignorou. Entretanto mais tarde alguns de seus discípulos conseguiram postos importantes no governo e puseram em prática seus ensinamentos. A partir da dinastia Han começou a ser considerado o maior professor da China. Ele era adorado em templos espalhados por todo país.

O BUDISMO NA CHINA

O buda, que significa “O esclarecido, é o título conferido a um príncipe indiano chamado Siddharta nasceu num pequeno reino da Índia, mais ou menos em 560 a.C. O pai o criou com muito luxo e conforto, mas não permitia que ele tivesse muito conhecimento de muita coisa que acontecia fora de sua casa. Sendo assim, Siddharta não tinha idéia do sofrimento e das dificuldades das outras pessoas. Porém, certo dia, ele saiu de casa e viu alguns camponeses arando a terra. Siddharta comoveu-se até as lágrimas com o peso do trabalho do camponês, dos bois e até com a morte dos insetos e vermes sob o arado. Resolveu sair de casa e sofrer fome e dor enquanto pensava num meio de eliminar todo o sofrimento do povo.

Finalmente chegou à conclusão de que tanto os extremo da dor quanto os do prazer eram errados. A salvação estava em seguir o “meio termo”, não sendo egoísta, ambicioso, nem desejando possuir bens materiais. Começou a ensinar suas idéias aos indianos. Depois de sua morte , seus discípulos continuaram a pregação. Assim surgiu uma nova religião, o budismo. Hoje o budismo é uma das religiões mais disseminadas pelo mundo todo.

Quando teve início o comércio entre a China e a Índia, durante a dinastia Han (206 a.C. –220d.C.), o budismo começou a influenciar os chineses. Porém a idéia de sair de casa para ser monge, abandonando os pais, era pecado, segundo a pregação de Confúcio*. Mesmo assim, durante a dinastia Táng (618d.C.) a religião indiana já havia conquistado muitos adeptos. Um deles era Hsuan-tsang. Depois de aprender tudo o que era possível sobre o budismo na China, ele resolveu ir à Índia para ler alguns textos que não existiam no seu país. Voltou quinze anos depois com várias obras budistas traduzidas por ele para o chinês. Isso ajudou os chineses a compreender a nova religião, explicando-a para os outros.