ONDE ESTÁ OS DIREITOS HUMANOS NA CHINA

Em relação aos direitos humanos, a China já consegui grandes melhoras mas ainda continua uma barbaridade. No início de 2003, um agricultor foi condenado à morte por transmitir involuntariamente a Sars, a um grupo de quarenta pessoas. Outro funcionário do setor público corre o mesmo risco por ter divulgado os dados de uma pesquisa sobre a contaminação da Aids.

Na china, as leis são inflexíveis e os julgamentos são injustos e ocorrem rapidamente levando milhares de pessoas à execução pública, que geralmente é feita em estádios e até transmitida pela TV. No ano passado, a China executou 1060 pessoas.

Os policiais podem manter detido uma pessoa por tempo indeterminado. Os presos só têm contato com o advogado depois de investigados. A corrupção é comum em quase toda a rede pública. Casais que vivem nas cidades só podem ter um único filho, e quem não respeita esta lei paga multas altíssimas.

O governo também controla a mídia e a Internet, proibindo qualquer site que contenha expressões como “Praça da Paz Celestial” e “direitos humanos”.

O GRANDE CRESCIMENTO ECONÔMICO CHINES

A contribuição de Deng foi de enorme importância à China. Mas os reflexos de seus esforços só apareceram mais nitidamente 6 anos após sua morte, quando a China alcançava um ritmo de crescimento de 8% ao ano.

Segundo a revista VEJA de 22 de outubro de 2003, nº 42 p. 125, Eurípedes Alcântara afirma que “a China é bem menor hoje do que parece, mas será muito maior e mais poderosa que a maioria das pessoas pode imaginar, pois o crescimento sustentado chinês nas duas últimas décadas ocorreu sem surtos inflacionários”.

Ele também mostra que entre 1980 e 2000, a China recebeu quase meio trilhão de dólares de investimento, que significa dez vezes mais que a Índia, país de população pouco menor que a chinesa, recebeu no mesmo período.

O governo chinês também vem elaborando projetos de incentivo à livre iniciativa. Houve anos que esses incentivos chegaram a consumir 36% do orçamento chinês. Esse quadro tão propício para o crescimento se deu com os movimentos de globalização e com a necessidade do ocidente de mão-de-obra e de mercado consumidor.

A mesma revista VEJA na p. 124, traz um estudo realizado pelo banco de investimentos americano Goldman Sachs, divulgado na semana anterior à publicação da revista, que estima que a China, mesmo que diminua pela metade o seu ritmo de crescimento, vai se tornar a economia mais forte do planeta, ultrapassando a Inglaterra em 2005, a Alemanha em 2007, o Japão em 2016 e finalmente os Estados Unidos em 2040.

REFORMAS ECONÔMICAS NA CHINA

Segundo Cláudio Camargo, na reportagem publicada na revista ISTOÉ de 5 de janeiro de 2000, nº 1579 p. 108, “Depois de anos de convulsões e reviravoltas sangrentas no início do regime comunista, que puseram o país de pernas para o ar, como o desastroso Grande Salto para Frente (1958-1960) e a não menos desastrosa Revolução Cultural (1966-1976), a China entrou, a partir de 1978, numa era de reformas econômicas de tipo capitalista.” Neste ponto, já sob o comando de Deng Xiaoping, a China adota a política das Quatro Grandes Modernizações (da indústria, da agricultura, da ciência e tecnologia e das forças armadas). Também foram criadas Zonas Econômicas Especiais, abertas a investimentos estrangeiros.

“Isso trouxe uma enxurrada de investimentos estrangeiros ao país e tirou grande parte da população da miséria, embora tenha aumentado consideravelmente o fosso entre a China urbana, dinâmica e capitalista, e a China rural, anacrônica e estatal. Por isso, a virtual potência mundial ainda se assenta sobre pés de barro” diz Camargo.

CHINA - IMPÉRIO DO CENTRO

Os chineses vieram de uma região que fica no centro da Ásia. Eles não puderam ficar nessa região pois as áreas os expulsou de lá por volta do ano 3000 a .C. Eles fugiram em direção ao leste, atravessaram o rio da Mongólia, até chegarem às margens do rio Amarelo.

Começaram a descer o rio e chegaram à desembocadura, onde se fixaram.

A partir desse momento, começou a organização política dos chineses.

Os chineses acreditavam que o rei era o pai da grande família que eles formavam. Pensavam também que ele era o “Filho Do Céu”. O primeiro rei dos chineses se chamava Yao.

LOCALIZAÇÃO E CLIMA NA CHINA

A China fica no extremo sul do continente asiático. Ela é “cortada” por 4 grandes rios que nascem no planalto do Tibete: o rio Amarelo, o rio Azul, o rio Branco e o rio Vermelho. Muita gente se fixou às margens desses rios: a terra muito fértil podia alimentar grande número de pessoas.

As cidades mais importantes da China foram crescendo na desembocadura desses rios. Pequim surgiu na desembocadura do rio Branco; Singan-fu cresceu na desembocadura do rio Amarelo; Nanquim surgiu na foz do rio Azul; Cantão está na desembocadura do rio Vermelho.

O clima de China é muito variado. O norte tem clima extremo. Esse clima é ideal para o cultivo de cereais.

Já o sul da China tem clima invariável. Essa região é fértil que a do norte, porque tem muitos vales e rios, ideais para o cultivo de arroz e chá.

A REVOLUÇÃO CULTURAL NA CHINA

A cúpula do PCCh afasta Mao da condução dos assuntos internos. Outros veteranos da revolução, como Liu

Shaoqi e Deng Xiaoping assumem as decisões do dia-a-dia. Mao continua a chefiar a política externa. Crescem as críticas à URSS, que reage e suspende a ajuda econômica e militar, em 1960.

Em 1966, Mao lança uma ofensiva para voltar ao poder: a Grande Revolução Cultural Proletária. A população – em especial a juventude – é instigada a se rebelar contra as autoridades, acusadas de burocratização. Cerca de 20 milhões de estudantes formam as Guardas Vermelhas, que fazem perseguições em enorme escala. Mas o pacto com as guardas acaba em 1969, quando Mao usa o Exército para liquidar seus aliados, agora acusados de extremismo. Aos poucos, a ala reformista do PCCh reconquista posições e, após a morte de Mao, em 1976, assume o poder.

HISTÓRIA DO COMUNISMO NA CHINA

Diante do avanço japonês, o Kuomintang e o PCCh fazem nova aliança em 1936. Com a rendição do Japão, no fim da II Guerra Mundial, recomeçam os combates entre comunistas e nacionalistas. Em outubro de 1949, os comunistas proclamam a República Popular da China, com Mao Tsé-tung como dirigente supremo. Chiang Kai-shek foge para Taiwan (Formosa), onde instala a República da China. A China continental é reorganizada nos moldes comunistas, com coletivização das terras, nacionalização das empresas estrangeiras e controle estatal da economia. Em 1950, a China assina tratado de amizade com a União Soviética (URSS).

No mesmo ano ocupa e anexa o Tibet.

Após a morte do ditador soviético Josef Stálin, em 1953, Mao enfatiza sua autonomia em relação à URSS. Em 1956 lança a

Campanha das Cem Flores, para estimular críticas da população à burocracia partidária. Quando essas críticas ultrapassam limites considerados toleráveis, o regime reage com a Campanha Antidireitista. Milhares de intelectuais são perseguidos, presos e mortos.

Em seguida, Mao lança outra campanha: o Grande Salto para Frente (1958/1960), que pretendia transformar rapidamente a China em nação desenvolvida e igualitária. Os camponeses são obrigados a se juntar em gigantescas comunas agrícolas. Siderúrgicas improvisadas são instaladas por toda a parte. O “salto” leva à total desorganização econômica. Milhares de camponeses morrem de fome.

O FIM DO IMPÉRIO CHINES - RESUMO

Em 1908, o médico Sun Yat-sen funda o Partido Nacionalista (Kuomintang), em oposição à monarquia e à hegemonia estrangeira. Apoiado por militares, é proclamado presidente provisório em 1911, mas a república não consegue estabelecer-se em todo o país, que entra em longo período de guerra civil.

A morte de Sun Yat-sen, em 1925, provoca luta pelo poder no Kuomintang. A facção vitoriosa, liderada por Chiang Kai-shek, une-se ao Partido Comunista Chinês (PCCh) – fundado em 1921 – contra os senhores feudais do norte do país. A aliança dura até 1927, quando uma insurreição operária em Xangai é reprimida com violência pelo Kuomintang. Os comunistas, liderados por Mao Tsé-tung, são colocados na clandestinidade.

Debilitada, a China não resiste ao Japão, que, em 1931, invade a Manchúria. Para escapar ao cerco do Kuomintang, 90 mil comunistas, liderados por Mao, desloca-se 9 mil quilômetros rumo ao norte. É a Grande Marcha (1934/1935), que dá prestígio e dimensão quase mítica aos comunistas.

DOMÍNIO OCIDENTAL

A partir do século XIX, a influência ocidental causa grande impacto sobre o Império Chinês. Em 1820, os britânicos obtêm exclusividade de comércio no porto de Cantão. Interesses comerciais opõem China e Reino Unido e levam-nos às duas Guerras do Ópio (1839/1842, 1856/1860). Vitoriosos, os britânicos garantem o monopólio do comércio da droga, a abertura de cinco portos chineses ao Ocidente e a posse de Hong Kong. Em 1844, os Estados Unidos (EUA) e a França conquistam privilégios comerciais. A Rússia ocupa, em 1858, territórios no norte. Em 1885, a China cede o Anã (Vietnã) à França e, dez anos depois, perde a península da Coréia e Taiwan (Formosa) para o Japão. A submissão da dinastia manchu à intervenção externa provoca, entre 1898 e 1900, a Guerra dos Boxers, revolta dos nacionalistas contra estrangeiros e missionários cristãos. A rebelião é sufocada com a ajuda de tropas ocidentais e japonesas.

MUITAS RELIGIÕES E UM GOVERNO SEM RELIGIÃO

China é um país de muitas religiões e conta com mais de 100 milhões de crentes. Professam-se o budismo, o islamismo, o catolicismo e o protestantismo. Além destas, há o taoísmo, próprio do país, o chamanismo, a igreja ortodoxa oriental e a religião dongba. Naturalmente, as diversas etnias e pessoas têm religiões diferentes: o islamismo se professa entre as etnias Hui, Uygur, Cazaqui, Quirguiz, Tártara, Usbequi, Tajik, Donxiang, Salar e Bonan, o budismo tibetano (também chamado de lamaísmo) entre as etnias tibetana, mongol, Lhoba, Monba, Tu e Yugur, entre as etnias Dai, Blang e De’ang, o budismo da seita hinayana, entre as etnias Miao, Yao, Yi e outras há uma boa quantidade de católicos e protestantes, entre a etnia Han há budistas, protestantes, católicos e taoístas.