A CHINA AINDA É COMUNISTA?

É essa a pergunta de todo estrangeiro que chega à China. Politicamente, continua um país comunista: o partido comunista é único, manda em todos e controla tudo. Os atuais detentores do poder querem que essa situação continue porque o marxismo permite conservar o poder e exercê-lo de forma autoritária. Esse autoritarismo, junto com o controle sobre tudo o que se diz e se faz na China, é relativamente aceito pelo povo, devido às raízes confucionistas da cultura chinesa.

Confúcio ensinou que o ideal da perfeição humana é alcançar a harmonia com a ordem

geral do mundo em todos os aspectos da vida, o econômico, o social e o religioso: a autoridade é a responsável para que essa harmonia seja conseguida.

A sociedade confucionista é organizada em relações de autoridade – dependência em todos os níveis: governo, onde a autoridade é responsável pelo bem geral dos cidadãos; empresa, onde o presidente ou o patrão é responsável pelo bem dos funcionários e família, onde o pai é o responsável pelo bem da mulher e dos filhos.

Essa mentalidade está enraizada há 2 mil anos e é um dos aspectos mais marcantes da cultura chinesa. Os comunistas levaram às extremas conseqüências princípios já aceitos há milênios pelo povo chinês. Mas, se a China é politicamente marxista, agora é também aberta à economia de mercado, embora somente em determinadas regiões, contrariando assim os princípios do próprio marxismo. Esse casamento poderá continuar ou é somente uma fase transitória que terá seu desfecho na volta ao antigo (que parece muito improvável) ou na abertura total ao capitalismo?

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